segunda-feira, 13 de julho de 2009

TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO E NÃO FARMACOLÓGICO

  1. Não Farmacológico:
  • Atividade Física
  • Dieta
2. Farmacológico:

  • Diuréticos x metabolismo hidrossalino
  • Reposição de potássio
  • Cardiotônicos:
  1. Digitálicos
  2. Não Digitálicos
  • Inibidores da enzima de conversão
  • Antagonistas da angiotensina II
  • Antagonistas da aldosterona
  • Vasodilatadores Arterias
  • Vasodilatadores venosos

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: Classificação Funcional (NYHA)

Classe Funcional I:

Sintomas apenas com esforços extra-habituais. Nenhuma limitação, apesar de doença cardíaca diagnosticada.

Classe Funcional II:

Paciente assintomático em repouso. Sintomas com esforços habituais. Limitação física leve.

Classe Funcional III:

Sintomas com esforços menores que os habituais. Limitação física moderada.

Classe Funcional IV:

Sintomas em repouso. Grave limitação Física.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Contra - indicações para o teste de esforço

  • ABSOLUTAS:
  1. Uma modificação recente significativa no ECG de repouso sugestiva de isquemia significativa, infarto agudo do miocárdio recente (em até 2 dias) ou outro evento cardíaco agudo
  2. Angina instável
  3. Arritmias cardíacas descontroladas que causem sintomas ou comprometimento hemodinâmico
  4. Estenose aórtica sintomática grave
  5. Insuficiência cardíaca sintomática descontrolada
  6. Embolia pulmonar ou infarto pulmonar agudo
  7. Miocardite ou pericardite aguda
  8. Aneurisma dissecante suspeitado ou conhecido
  9. Infecções sistêmicas agudas, acompanhadas por febre, dores pelo corpo ou linfonodos tumefeitos.
  • RELATIVAS:
  1. Estenose de artéria coronária esquerda principal
  2. Doença cardíaca valvular estenótica moderada
  3. Anormalidades eletrolíticas (hipocalemia, hipomagnesemia e etc.)
  4. Hipertensão arterial severa (PA sistólica > 200 mmHg e/ou PA diastólica > 110 mmHg) em repouso
  5. Taquiarritmias ou bradiarritmias
  6. Miocardiopatia hipertrófica e outras formas de obstrução no trato de escoamento do fluxo anterógrado
  7. Distúrbios neuromusculares, musculoesqueléticos ou reumatóides exacerbados pelo exercício
  8. Bloqueio AV de alto grau
  9. Aneurisma ventricular
  10. Doença metabólica descontrolada (ex: diabetes, tireotoxicose ou mixedema)
  11. Doença infecciosa crônica (ex: mononucleose, hepatite, AIDS)
  12. Deficiência mental ou física que resulte em incapacidade de exercitar-se adequadamente
FONTE: ACSM 2008 (Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição).

ÍNDICE GLICÊMICO E EXERCÍCIO

Consumir carboidratos de baixo índice glicêmico antes do exercício pode resultar em aumento da oxidação (quebra) de gordura durante a atividade física e maior sensação de saciedade na refeição após o exercício. Esta foi a conclusão de pesquisadores da Escola de Ciências Biomédicas do Reino Unido da Universidade de Nottingham em um estudo publicado este mês na Journal of Nutrition.
Foram comparados os efeitos de um café da manhã com alto e baixo índice glicêmico durante e após exercício de caminhada em mulheres sedentárias. As respostas metabólicas e de apetite também foram investigadas.
Oito mulheres saudáveis sedentárias participaram de duas sessões de exercício. Em cada sessão as participantes ingeriam um café da manhã com alto ou baixo índice glicêmico 3 horas antes de caminhar por 60 minutos. Terminado o exercício as voluntárias do estudo almoçavam e permaneciam no laboratório por 2 horas.
A glicose plasmática e insulina após o almoço foram mais elevadas na sessão em que foi ingerido no café uma refeição de alto índice glicêmico comparado com de baixo índice. Após 3hs da ingestão do café da manhã, a oxidação de gordura foi suprimida em ambas sessões sendo mais alta na sessão de baixo índice glicêmico. Durante o exercício a oxidação de gordura foi maior naquelas que ingeriram o café da manhã com baixo índice glicêmico. As participantes relataram se sentirem mais saciadas no almoço após ingerir café da manhã de baixo indice glicêmico comparado com o de alto índice.
O café da manhã de baixo índice glicêmico aumenta a oxidação de gordura durante o exercício subseqüente e aumenta a sensação de saciedade no período pós exercício em mulheres sedentárias.

Stevenson EJ, Astbury NM, Simpson EJ, Taylor MA, Macdonald IA.Fat Oxidation during Exercise and Satiety during Recovery Are Increased following a Low-Glycemic Index Breakfast in Sedentary Women. J Nutr. 2009 Mar 25.

Doença de McArdle

Doença do armazenamento de glicogênio tipo V ou doença de McArdle é causada por ausência da fosforilase muscular. Pacientes sofrem câimbras dolorosas e são incapazes de executar exercício extenuante, presumivelmente porque as reservas de glicogênio no músculo não estão disponíveis para o músculo em exercício. Assim, a elevação normal de lactato no plasma (liberado do músculo) após exercício não ocorre. Os músculos são provavelmente danificados devido ao suprimento inadequado de energia e ao acúmulo de glicogênio. Liberação de creatina fosfoquinase e aldolase e de mioglobina no músculo é comum; níveis elevados destas proteínas no sangue sugerem um problema muscular.

Fonte: McArdle, B. Myopathy due to a defect in muscle glycogen breakdown. Clin. Sci. 10:13, 1951.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ÍNDICE GLICÊMICO

Associação Brasileira de Nutrologia traz algumas informações.
"Índice Glicêmico dos Carboidratos: (GI)

Denomina-se Índice Glicêmico a velocidade com que cada carboidrato é digerido, absorvido e transformado em glicose. Tal velocidade varia de acordo com a quantidade e composição do carboidrato. Quanto mais alta for a velocidade de um carboidrato ao ser convertido em glicose no nosso organismo maior será seu índice glicêmico.
(Alimentos que se convertem vagarosamente e de maneira constante são considerados de baixo IG (Índice Glicêmico), esses alimentos tem um valor menor que 55 em uma escala de 1 a 100) Alimentos que se convertem de maneira rápida são considerados de alto IG.Qualquer alimento que possua um Índice Glicêmico maior que 70, já é considerado digno de risco.

Alimentos com alto IG aumentam mais rápido a glicemia seguida de uma queda da mesma, que também ocorre de maneira rápida. A excessiva quantidade de glicose extracelular vai acarretar, a nível pancreático, uma liberação de insulina que se faz de maneira rápida e em grande quantidade. Tal fenômeno propicia um grande afluxo de glicose intracelular e a queda súbita da glicemia. A quantidade em excesso de glicose dentro da célula é transformada e "guardada" sob a forma de gordura. A queda súbita da glicemia, por sua vez, nos deixa ansiosos por outra refeição.
Portanto, reduzir o Índice Glicêmico dos carboidratos deve ser uma preocupação constante, para a manutenção de seu peso e de sua saúde Durante muitos anos o valor do índice glicêmico foi questionado. Atualmente, vários estudos têm demonstrado o benefício de dietas com alimentos com baixo índice glicêmico tanto no controle da glicemia como na melhora do perfil lipídico. “
Uma das primeiras tabelas foi publicada no Am J Clin Nutr. 1995:62:871S-93S, com aproximadamente 600 alimentos.

Segue abaixo link para acesso a tabela internacional de indice glicêmico atualizada

http://www.mendosa.com/gilists.zip
http://www.mendosa.com/gilists.zip

domingo, 28 de junho de 2009

CRITÉRIOS PARA A DETERMINAÇÃO DO LIMIAR ANAERÓBICO E DO PONTO DE COMPENSAÇÃO RESPIRATÓRIA

- Limiar Ventilatório 1 (LV1)ou Limiar Anaeróbio (LA):
1. Perda de linearidade entre produção de VCO2 e o consumo de VO2, denominada razão de troca respiratória (VCO2 / VO2);
2. Menor valor da PetO2 precedendo seu sistemático aumento;
3. Perda da linearidade entre ventilação (VE) e o VO2, observada a partir dos equivalentes ventilatórios de oxigênio (VE/VO2) e de dióxido de carbono (VE/VCO2).

- Limiar Ventilatório 2 (LV2)ou Ponto de Compensação Respiratório (PCR):
1. Verificação do maior valor da PetCO2 precedendo sua queda sistemática e/ou
2. Perda da linearidade da relação entre VE e VCO2 verificada a partir do equivalente ventilatório de dióxido de carbono (VE/VCO2).